O aumento do uso de medicamentos como o Mounjaro tem trazido resultados importantes no emagrecimento. No entanto, muitos pacientes relatam mudanças no rosto, especialmente flacidez e perda de contorno facial. Esse fenômeno, conhecido como “Mounjaro face”, não está diretamente relacionado a um efeito colateral do medicamento, mas sim ao emagrecimento acelerado. Estudos e especialistas apontam que a rápida perda de gordura corporal também reduz o volume facial, comprometendo a sustentação da pele.

A gordura facial tem papel estrutural. Quando ela diminui, ocorre:

• perda de suporte no terço médio da face

• aprofundamento do bigode chinês

• maior evidência de flacidez

• aspecto de cansaço

Além disso, esse processo pode ser mais evidente após os 40 anos, fase em que já existe redução natural de colágeno e elastina, proteínas fundamentais para firmeza e elasticidade da pele. Na prática clínica, observo que o impacto não está apenas na pele, mas na estrutura facial como um todo. Por isso, o tratamento não deve focar apenas em preenchimento isolado, mas em planejamento estratégico.

As abordagens mais indicadas incluem: Bioestimulação de colágeno, promovendo melhora progressiva da firmeza Reposição volumétrica planejada, respeitando proporções Avaliação estrutural completa da face O objetivo não é “devolver volume indiscriminadamente”, mas reequilibrar a face com naturalidade e segurança. Rejuvenescimento moderno não está ligado ao excesso, mas à estratégia individualizada ao longo do tempo. Se você percebeu alterações no rosto após emagrecimento, a avaliação profissional é essencial para definir a melhor abordagem, respeitando sua estrutura, idade e objetivo estético.

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